Chegamos a um momento da história em que devemos orientar nossos atos em todo mundo com particular atenção às conseqüências que podem ter para o meio ambiente. Por ignorância ou indiferença podemos causar danos imensos e irreparáveis ao meio ambiente da Terra, do qual depende nossa vida e nosso bem-estar. (parte da Declaração de Estocolmo sobre o Meio Ambiente Humano de 1972)
Hoje, o movimento pró-ecologia, em todas as suas nuances, ganhou força e legitimidade em todo o mundo. Podem ser observados, na sociedade civil organizada, com slogans de “ecologicamente correto” ou mesmo no mundo corporativo, através de ações socialmente responsáveis. Termos como sustentabilidade, responsabilidade social, ecologia, entre tantos outros, passaram a ser utilizados de forma recorrente e invadem as páginas e telas dos meios de comunicação. Na atualidade, investir em questões sociais e ambientais ganhou eficácia, também, no mundo dos negócios.
Pelo trecho destacado acima (da Declaração de Estocolmo), é possível imaginar que, no início da década de 70, alguns países já demonstravam a necessidade de mudanças reais dos hábitos a favor do desenvolvimento sustentado (termo que só apareceu anos depois). Hoje, o que percebemos é um abuso no apelo das empresas para ações, nem sempre reais, de responsabilidade social e de sustentabilidade, evidenciadas nos e pelos meios de comunicação. Plantio de árvores, doação de dinheiro são ações importantes, sem dúvida, mas é necessário que as empresas e os cidadãos compatibilizem o crescimento econômico, a equidade social e o equilíbrio ecológico.
Nesse mote, como disse Eduardo Sanches (2008), é necessário incluir, no cenário das preocupações, o avanço tecnológico capaz de aumentar a expectativa da vida humana, redução da mortalidade infantil, prevenção de doenças, conhecimento, conforto, diversão, além de uma reavaliação das práticas adotadas, redirecionando-as de forma a manter um processo equilibrado entre a produção, o meio ambiente e a sociedade. Somente, assim, chegaremos ao conceito de desenvolvimento sustentável, no qual de fato se tenha o compromisso de atender seu propósito com eficiência no seu resultado.
Atuar somente no equilíbrio ecológico, esquecendo os outros dois itens que são a equidade social e o crescimento econômico, provocará uma visão unilateral que acabará por permear somente um ponto desse sistema tríplice equilibrado (SANCHES, 2008, p. 20).
É necessária, então, a compreensão ampla do conceito de desenvolvimento sustentável e de planejamento ambiental, para que seja possível atender, com balanceamento igualitário, às necessidades de todos que vivem e se utilizam desse planeta, sem perder de foco as raízes endógenas presentes na sustentabilidade cultural.
Enviado por Elvira Sant’Anna C.
É muito importante este questionamento já que, hoje em dia, a responsabilidade social, principalmente a corporativa, se tornou um diferencial na aquisição dos seus produtos pela sociedade. A mídia faz com que fiquemos atentos a qualquer ato destas empresas. Como o artigo diz, precisamos sim de arvóres, doações e incentivos sociais perante a comunidade e o planeta, mas isso deve ser uma condição intrínseca e não meramente um fator 'cosmético'. Acredito que a cultura organizacional está mudando e a das pessoas também, mas ainda está muito longe de ser uma coisa natural nas nossas vidas.
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